Uma iniciativa da Pardi e Morais · Quarta-feira, 21 de outubro de 2026
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Caí em um golpe: o que fazer nas primeiras 48 horas
Artigo · Pix & Bancos

Caí em um golpe: o que fazer nas primeiras 48 horas

Passos imediatos para conter o dano e preservar provas.

Publicado originalmente no site da Pardi e Morais: pardimorais.com.br/cai-em-um-golpe-o-que-fazer-nas-primeiras-48-horas

Caí em um golpe: e agora? Essa é a primeira frase que muita gente digita no celular logo depois de perceber a fraude. O susto é grande, mas as próximas horas pesam muito no resultado. Por isso, este guia mostra, em ordem, o que fazer nas primeiras 48 horas para conter o dano e preservar as provas.

Antes de tudo, respire. Agir com método vale mais do que agir no desespero. Afinal, cada passo abaixo tem uma função clara na recuperação do dinheiro.

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Caí em um golpe: por que as primeiras 48 horas importam

Depois de um golpe, o dinheiro não fica parado. Em geral, o criminoso transfere o valor para várias contas em poucos minutos. Assim, ele tenta apagar o caminho e dificultar o bloqueio.

Por outro lado, o sistema financeiro guarda registros de cada movimentação. Quanto antes a vítima avisa o banco, maior a chance de encontrar saldo ainda disponível. Além disso, as provas digitais somem com facilidade: conversas são apagadas, perfis saem do ar e sites mudam de endereço.

Ou seja, as primeiras 48 horas são a janela em que ainda dá para congelar valores e guardar evidências completas.

Caí em um golpe: o passo a passo imediato

1. Avise o banco e peça o bloqueio

Primeiro, abra o aplicativo do banco e conteste a transação como fraude. Se foi um Pix, peça expressamente o Mecanismo Especial de Devolução (MED). Em seguida, ligue para a central oficial e anote o número de protocolo, a data e o horário de cada contato.

Use sempre o número que está no verso do cartão ou no site oficial. Nunca use telefones enviados por mensagem.

2. Registre o boletim de ocorrência

Depois, registre o boletim de ocorrência. Na maioria dos estados, dá para fazer pela delegacia eletrônica. Descreva o golpe com detalhes: como foi a abordagem, quais valores saíram e para quais contas.

3. Guarde todas as provas

Em seguida, reúna tudo o que mostra como o golpe aconteceu. Salve prints das conversas, comprovantes de transferência, links, perfis e números de telefone usados pelos golpistas. Guarde também os protocolos do banco.

Não apague nada, mesmo que pareça sem importância. Às vezes, um detalhe pequeno ajuda a identificar a conta de destino.

4. Corte o contato com os golpistas

Muitas vezes, o criminoso volta a procurar a vítima com uma nova história. Por exemplo, ele promete devolver o valor se ela pagar uma taxa. Não pague nada e não negocie. Na verdade, esse costuma ser o segundo golpe.

5. Proteja suas contas

Por fim, troque as senhas do e-mail, do banco e das redes sociais. Ative a autenticação em dois fatores e revise os aparelhos conectados às suas contas.

O que não fazer depois do golpe

Algumas atitudes comuns atrapalham a recuperação. Portanto, evite:

  • apagar conversas ou bloquear o golpista antes de salvar as provas;
  • pagar “taxas de liberação” ou contratar quem promete devolver tudo com pagamento antecipado;
  • esperar dias para avisar o banco;
  • aceitar a primeira resposta negativa como decisão final.

Quando procurar um advogado

Se você pensou “caí em um golpe” e o valor é relevante, a orientação jurídica logo no início faz diferença. Afinal, o advogado avalia se houve falha de segurança do banco, rastreia o caminho do dinheiro e define as medidas cabíveis.

Antes da conversa, vale conferir o que reunir antes de procurar um advogado. Assim, a análise fica mais rápida e precisa.

A Pardi e Morais atua em fraudes bancárias e financeiras em todo o Brasil. Se você caiu em um golpe, fale com a nossa equipe e dê o primeiro passo. A banca não promete resultados, mas garante uma análise técnica e sigilosa do seu caso.

Precisa de ajuda com um caso assim? Conheça a atuação da Pardi e Morais como advogado para golpe do Pix.

Publicado originalmente no site da Pardi e Morais Advogados.

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Sobre o autor
Advogado · Direito Digital e fraudes bancáriasDanilo PardiOAB/SP 384.895

Advogado, sócio do Pardi e Morais Advogados, com atuação em Direito Digital e na defesa de vítimas de golpes e fraudes bancárias.