Uma iniciativa da Pardi e Morais · Terça-feira, 20 de outubro de 2026
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Pessoa segurando celular, ilustrando golpe do falso gerente com Pix
Notícia · Pix & Bancos

Golpe do falso gerente: banco é condenado a devolver Pix de R$ 9,9 mil

Sentença do Juizado de Sinop (MT) mandou o banco devolver o Pix e pagar dano moral: senha e biometria não provam que houve análise de risco.

Foto: Rui Silvestre / Unsplash

Um banco foi condenado a devolver R$ 9,9 mil a uma cliente que caiu no golpe do falso gerente, mesmo com o Pix feito com senha e reconhecimento facial. A decisão é do 1º Juizado Especial Cível de Sinop (MT), segundo noticiou o Migalhas em 15 de outubro. Além da devolução, o banco terá de pagar R$ 5 mil de dano moral.

Como foi o golpe

A cliente recebeu uma ligação de um número salvo no celular como o do seu gerente. O suposto gerente disse que havia operações fraudulentas na conta e pediu que ela “cancelasse” tudo. Em minutos, a aplicação foi resgatada quase inteira e saiu um Pix de R$ 9,9 mil para uma pessoa desconhecida. Ela contestou no mesmo dia, pediu o MED e registrou boletim de ocorrência, mas a conta recebedora já estava vazia.

Por que isso importa

A defesa mais comum dos bancos é dizer que a operação foi feita com senha e biometria, no aparelho do cliente. A sentença respondeu que a autenticação só mostra que a operação passou pelo sistema. Não mostra que o banco avaliou se ela fazia sentido. No caso, havia sinais claros: resgate quase total da aplicação, Pix alto para uma desconhecida e nenhum alerta ou bloqueio comprovado. O banco apresentou apenas manuais genéricos de segurança, sem o registro daquela transação.

Recupera Pix, da Pardi e Morais: até 80 dias para pedir ao banco a devolução de um Pix feito em golpe

É uma sentença de Juizado e ainda cabe recurso. E o STJ já afastou a responsabilidade do banco quando a transação era compatível com o perfil do cliente.

O que fazer se acontecer com você

  • Conteste no aplicativo e peça o MED na hora. A chance de recuperar depende de ainda haver saldo na conta que recebeu o Pix.
  • Guarde provas: print da ligação, da tela mostrando o número do gerente e dos comprovantes. Registre boletim de ocorrência.
  • Peça ao banco, por escrito, os dados da transação (IP, aparelho, horário, alertas) e separe o extrato dos últimos meses para mostrar que aquela operação fugia do seu padrão.

Análise completa, com a fundamentação jurídica: Pardi e Morais. Veja também: transação fora do perfil: quando o banco responde e culpa da vítima no golpe.

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Sobre os autores
AdvogadoAfonso MoraisOAB/SP 77.133

Advogado, sócio do Pardi e Morais Advogados.

Advogado · Direito Digital e fraudes bancáriasDanilo PardiOAB/SP 384.895

Advogado, sócio do Pardi e Morais Advogados, com atuação em Direito Digital e na defesa de vítimas de golpes e fraudes bancárias.