Uma iniciativa da Pardi e Morais · Quinta-feira, 29 de outubro de 2026
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Anúncio com deepfake: quando a plataforma responde pelo golpe
Notícia · IA & Deepfake

MG tem quase 7 golpes virtuais por hora; anúncios com IA lideram

Minas Gerais registra quase sete estelionatos virtuais por hora. Anúncios falsos com deepfake de famosos estão entre os golpes mais comuns. Veja o que fazer.

Minas Gerais registrou quase sete estelionatos virtuais por hora nos quatro primeiros meses de 2026, segundo dados da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública divulgados nesta quinta-feira (22) pelo Metrópoles. Em 2025, o estado somou 63.942 ocorrências, alta de quase 13% sobre o ano anterior.

A reportagem cita levantamento da Serasa Experian com 20.840 anúncios, perfis, páginas e aplicativos falsos identificados no primeiro semestre, 27,2% a mais que no mesmo período de 2025. Entre os golpes mais comuns estão as falsas ofertas de investimento com vídeos e áudios de famosos manipulados por inteligência artificial, os chamados deepfakes.

Por que isso importa para quem foi vítima

Quando o golpe começa num anúncio pago, a plataforma que vendeu o espaço também pode responder. Pela tese fixada pelo STF sobre o art. 19 do Marco Civil da Internet, em anúncios e impulsionamentos pagos a responsabilidade da plataforma é presumida e não depende de notificação prévia. Ela só se livra se provar que agiu com diligência e rapidez para tirar o conteúdo do ar. Os ajustes finais da tese foram julgados em junho de 2026.

Recupera Pix, da Pardi e Morais: até 80 dias para pedir ao banco a devolução de um Pix feito em golpe

O que fazer em 3 passos

  1. Salve o link do anúncio e, na biblioteca de anúncios da plataforma, o identificador, o anunciante e as datas. É a prova de que era anúncio pago.
  2. Ligue para o seu banco pelo número oficial, peça o bloqueio e a abertura do MED para cada Pix e registre boletim de ocorrência.
  3. Denuncie o anúncio na plataforma e guarde o comprovante da denúncia.

Análise completa, com a fundamentação jurídica: Pardi e Morais

No acervo do portal: anúncio com deepfake: quando a plataforma responde e golpes com inteligência artificial.

Foto: Egor Komarov / Unsplash

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Sobre os autores
AdvogadoAfonso MoraisOAB/SP 77.133

Advogado, sócio do Pardi e Morais Advogados.

Advogado · Direito Digital e fraudes bancáriasDanilo PardiOAB/SP 384.895

Advogado, sócio do Pardi e Morais Advogados, com atuação em Direito Digital e na defesa de vítimas de golpes e fraudes bancárias.