Minas Gerais registrou quase sete estelionatos virtuais por hora nos quatro primeiros meses de 2026, segundo dados da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública divulgados nesta quinta-feira (22) pelo Metrópoles. Em 2025, o estado somou 63.942 ocorrências, alta de quase 13% sobre o ano anterior.
A reportagem cita levantamento da Serasa Experian com 20.840 anúncios, perfis, páginas e aplicativos falsos identificados no primeiro semestre, 27,2% a mais que no mesmo período de 2025. Entre os golpes mais comuns estão as falsas ofertas de investimento com vídeos e áudios de famosos manipulados por inteligência artificial, os chamados deepfakes.
Por que isso importa para quem foi vítima
Quando o golpe começa num anúncio pago, a plataforma que vendeu o espaço também pode responder. Pela tese fixada pelo STF sobre o art. 19 do Marco Civil da Internet, em anúncios e impulsionamentos pagos a responsabilidade da plataforma é presumida e não depende de notificação prévia. Ela só se livra se provar que agiu com diligência e rapidez para tirar o conteúdo do ar. Os ajustes finais da tese foram julgados em junho de 2026.
O que fazer em 3 passos
- Salve o link do anúncio e, na biblioteca de anúncios da plataforma, o identificador, o anunciante e as datas. É a prova de que era anúncio pago.
- Ligue para o seu banco pelo número oficial, peça o bloqueio e a abertura do MED para cada Pix e registre boletim de ocorrência.
- Denuncie o anúncio na plataforma e guarde o comprovante da denúncia.
Análise completa, com a fundamentação jurídica: Pardi e Morais
No acervo do portal: anúncio com deepfake: quando a plataforma responde e golpes com inteligência artificial.
Foto: Egor Komarov / Unsplash





