A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou nesta segunda-feira (26/10) a Operação Proxy contra um grupo suspeito de montar lojas com a identidade visual de um banco para enganar idosos. Segundo a CNN Brasil, os suspeitos convenciam as vítimas a entregar o celular, com a desculpa de prestar serviços bancários, e depois faziam empréstimos e transferências Pix sem autorização.
Os mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Irajá, na Zona Norte, e em Campo Grande, na Zona Oeste. De acordo com o Metrópoles, a investigação é da 57ª DP (Nilópolis). O grupo teria divisão de tarefas: uma parte atraía as vítimas e outra movimentava o dinheiro por contas em nome de terceiros. A polícia ainda não divulgou balanço, e os investigados são suspeitos.
Por que isso importa
Esse golpe não depende de link, mensagem ou ligação. A vítima entrega o aparelho achando que está numa agência. Em poucos minutos, o golpista contrata crédito e esvazia a conta. Para o sistema do banco, parece o próprio cliente usando o próprio celular.
A entrega do celular, porém, não encerra a discussão sobre a responsabilidade do banco. No REsp 2.052.228, o STJ decidiu que a instituição deve identificar e barrar movimentações fora do perfil do cliente, num caso de idosos com empréstimo contratado por golpista. O ponto que costuma decidir é o extrato: o crédito entra e sai no mesmo dia.
O que fazer em 3 passos
- Ligue para o banco pelo canal oficial e peça o bloqueio da conta, a contestação do empréstimo e o MED de cada Pix. Anote os protocolos.
- Registre boletim de ocorrência com o endereço da loja, o horário e a descrição de quem atendeu.
- Peça ao banco o dossiê da contratação (dispositivo, IP, geolocalização, selfie) e separe o extrato de 12 a 24 meses.
Para a família, vale o aviso: banco não pede o celular do cliente na mão para liberar nada.
Análise completa, com a fundamentação jurídica: Pardi e Morais
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